Após a Segunda Guerra Mundial, o pólo industrial japonês entrou em declínio e passou a
enfrentar uma das maiores crises econômica de sua história. Com a finalidade de se reerguer,
as empresas japonesas buscaram formas de melhorar seus sistemas de produção,
implementando novas tecnologias, reduzindo custos e visando atingir o maior grau de
produtividade possível.
Devido a todas estas adversidades, funcionários da Toyota Motor Company – Indústria de
Caminhões – realizaram várias visitas às organizações americanas, tentando conhecer seus
processos de produções em massa que posteriormente poderiam ser implantadas no Japão. No
entanto, as condições do mercado local não permitiam que o sistema de produção em massa
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americano pudesse ser implantado no Japão, assim precisaram adaptar este sistema à sua
realidade. Realidade esta, que possuía uma demanda limitada e uma necessidade de variedade
de produtos. Neste contexto, foi que surgiu a filosofia JIT.
Essa filosofia buscava adquirir a eficiência da produção através da redução total de
desperdício. Ela foi desenvolvida como uma metodologia inovadora, que necessitava produzir
de acordo com a demanda e nas condições desejadas pelos consumidores MONDEN (1984).
O Sistema JIT parte da idéia parte da idéia de que se deve produzir o necessário na quantidade
necessária e no momento exato. Este sistema busca reduzir ao máximo o estoque, ampliando
o comprometimento com os clientes e fornecedores (internos e externos) dentro de um alto
grau de confiança. Com isto reduz os custos com estoque e aumenta o capital de giro. Este
sistema também aumenta a qualidade de fabricação, pois os problemas fabris começam a
aparecer e são tratados em suas fontes, fazendo que a qualidade seja um objetivo desde o
início da fabricação e não apenas ao concluir o produto.
Conforme aponta Ghinato (1995), Taiichi Ohno - proprietário da Toyota - observou em um
supermercado nos Estados Unidos que as mercadorias eram organizadas e distribuídas em
uma prateleira, onde havia um pequeno cartão com as informações necessárias, de maneira
que o próprio consumidor retirava a mercadoria, e a reposição da mesma na prateleira era
realizada conforme a demanda do produto. A este sistema de cartões foi dado o nome de
Kanban, que em japonês quer dizer “Cartão de Reposição”.
O sistema Kanban só obteve pleno funcionamento na Toyota Motor após 12 anos de
implantação e melhorias. Só após este período – 1950-1962 – é que outras organizações
começaram a estudar e aderir ao sistema OHNO (1997).
De acordo com Tubino (2000), o sistema de kanban foi desenvolvido na década de 60 pelos
engenheiros da Toyota Motors Cia. Com o objetivo de tornar simples e rápida as atividades de
programação, controle e acompanhamento de sistemas de produção em lotes.
Sabe-se que após seu surgimento, o sistema kanban de produção passou a fazer parte de
muitas indústrias japonesas que, em decorrência do cenário econômico no qual estavam
inseridas, necessitavam de um modelo de produção que lhes possibilitasse maior flexibilidade
e agilidade produtiva, garantindo assim um melhor atendimento às necessidades de seus
clientes. Neste sentido, sua aplicabilidade tem se tornado cada vez maior nos mais variados
tipos de sistemas de produção, haja vista as vantagens que esta ferramenta proporciona. A
sessão seguinte evidencia alguns aspectos relativos à aplicabilidade do kanban.
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